domingo, 24 de maio de 2009

Minha história perdida

“Quando penso em fazer o bem, o mal já pratiquei... Quando penso em fazer o bem, o mal já fiz...”

Meu sonho. Uma história. Um romance. Uma vida. Duas vidas. Nossa vida. Eu desperdicei.

Eu encontrei a felicidade, mas tinha que lutar por ela. Tentei, lutei, corri, chorei, vivi tudo da forma mais intensa possível. Mas cansei.

As palavras me machucaram, os gestos me feriram. Mas estavam cicatrizando. Jesus estava curando. Mas fui orgulhoso, fui ciumento, fui (ir)racional... Errei, pequei, fui contra meus ideais e contra minha própria personalidade. Foi tudo uma farsa. Eu vestia uma máscara para me sentir melhor, uma máscara que não me pertencia.

No desesperado desejo de fugir da realidade, me precipitei. Saí correndo, empurrando a todos, ferindo crianças, derrubando velhinhos. Só via aquele alvo, aquele invisível, perdido na escuridão, nas trevas. Adentrei aquele recinto, tateei o alvo. Nojento, podre, morto, imundo, contaminado. Era ali que eu estava. Longe da luz, longe do amor, longe da vida, na bifurcação do caminho do meu futuro: felicidade e fantasia. Esqueci o que era a felicidade. Estava lá, onde almejava, perdido no nada, escondido de tudo e todos, acabando com o resto da esperança. De todas as esperanças de todos.

Lágrimas jorram na esperança de lavar toda essa imundície. Já na luz, consigo enxergar quão podre estive. Preciso de Ti. Lava-me, purifica-me. Preciso de você... Dá-me a tua mão, segura firme, seja meu cordão de três dobras. Perdoa-me. Abraça-me. Esteja comigo até o fim dos tempos.

Estarei aguardando teu retorno. Maranata!

Não me abandones, noivo meu.

Sempre te amarei.